sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Entre o que não podemos deixar pra trás e aquilo que talvez nunca encontraremos

    Agora em todo domingo, chega uma certa hora em que me sinto do mesmo jeito! Pensando no que vim buscar aqui nesta cidade, no que preciso me agarrar para manter o entusiasmo, em o que posso fazer para me sentir bem. A cada dia na verdade, há uma hora assim, mas que especialmente no domingo, piora! Nessa mudança toda de lugar, de vida, de pessoas, me concentrei apenas na busca e esqueci de pensar que talvez poderia não encontrar aquilo que procurava. Estes são os chamados, riscos! Você até se concentra em um caminho, mas nunca sabe como estará a estrada que te guiará! E eu tenho entrado em vários atalhos errados, não tenho interpretado bem as placas. Nesse momento atual da minha vida em relação ao que tenho conseguido no trabalho, me encontro numa fase "tão parada"! Tenho me sentido sem ações e isso me faz ter análises não muito boas de como as coisas poderão manter-se! Tenho me sentido nada criativo, sem idéias e com minha habitual falta de vontade de "envolver" as pessoas. Meu relacionamento com pessoas não está diretamente relacionado ao que "tenho que conseguir com elas, ou delas". Como já mencionei várias vezes, o "ter de, ter que, adquirir" não são partes consideráveis em mim! Minha relação com a comunicação que tenho ou minha habilidade de conversa, se relacionam com o que posso usufruir com elas. Sem intenções! Quando preciso usá-las com intenções de vendas, me torno quase mudo! Mas vem a tal da sobrevivência e me desgasta a cada domingo, a cada início de nova semana! 

     Quanto tempo alguém consegue realmente fingir estar bem com o que faz da vida quando não gosta de fazer o que se faz na vida? Quanto tempo até encontrar a oportunidade correta? Quando chega essa época do ano geralmente ficamos mais reflexivos. Tempo de balanços, de auto análises, de justificativas. Tempo de pensar no que se fez, no que deixou de fazer e no que pretende para o próximo ciclo! Erros, acertos, alegrias, tristezas! Tudo parece funcionar como propagandas de finais de ano! Menos a realidade. Eu sei que sou do risco, da liberdade! Mas às vezes, queria apenas sossegar em um canto! Sentar e aguardar sem precipitações, sem tanta pressa! Isso me envelhece aos poucos, meu rosto, meus olhos! O problema é que o "jogar-se" me fascina! Nem que seja para me arrepender no meio da aventura! Na verdade queria mesmo era manter, ou seguir, ou voltar sem tantas preocupações, sem tanto medo de fracassar. O medo de fracassar me perturba antecipado, quase sempre! Eu queria me mover sem estar dividido nas escolhas, na estrada, no meu papel, em minhas obrigações, responsabilidades, prioridades...Na verdade eu só não queria estar dividido entre coisa alguma.

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