quarta-feira, 20 de maio de 2009

Interrompidos

(Texto de fevereiro de 2005) 

     E os sentimentos tornam-se frios, quase inexistentes. Há o que sentir, porém não o que demonstrar... Trato de esconder embora eu saiba onde é o esconderijo. Mato nosso passado? Queimo minha memória? Velhos momentos... Novas mágoas. A causa é o que nos torna distantes. Há mais sentimentos no silêncio do que nas palavras, certas, esvaziam-se por si só. Confusão consciente, dor causada, pensamento inconformado, risos irônicos. Ironia. Mas amor, este ainda intacto. As frases escritas da fala ao encontro do meu alvo me tornam doído. Sem sentido com muita perda. Lágrimas secas. Caído sem minha metade. Razões próprias. Culpa? Nenhuma, mas arrependimentos cansados. Eu amava o jeito como éramos, a forma que tínhamos um ao outro. Passado distante? Seguraremos nossas mãos, sentiremos o abraço? Nem um dia, todo tempo? Já fomos o espelho um do outro. Paranoias, mágoa, indecisão. Seria isso um buraco vazio que se instalou em nossos corações? Seria isso uma ruptura de almas? Ou seria isso apenas um fim de tarde de domingo escuro tão presente em nossos velhos tempos? Dúvida cinza...