domingo, 11 de abril de 2010

Ainda sobre a SOCIEDADE

    Li um comentário interessante de alguém dizendo que somos muito mais do que as convenções da sociedade. Realmente porque não somos sentimentos passageiros ou qualquer outra coisa que possa nos limitar, rotular ou sentenciar. Somos algo muito além do que a tal sociedade define. Somos seres humanos e como tais, somos altamente complexos! A sociedade às vezes nos priva de sermos quem realmente somos. Imposições insatisfatórias sobre a definição de felicidade ou de estrutura emocional, social, econômica. A sociedade nos quer passivos, não reagentes. Nos quer emergido em nossos medos e angústias constantes, pois é ela quem dita "o que é ser alguém com futuro"! É ela quem dita o que é certo ou errado sem filosofia alguma. A cada dia, semana, mês que passa, mais minhas convicções sobre a sociedade alteram meu humor, minhas dúvidas e decisões. É como se houvesse sofrido uma ruptura abrupta em meus pensamentos anteriores e tudo aquilo que eu esperava de minha vida simplesmente se tornasse ilusório. Buscas, conquistas e aprovações.. Não quero esperar mais nada. Quero me desviar, sair um pouco pela contramão, errar, largar e deixar pra trás. Maldito seja também o tempo, o "Senhor Supremo" de todas as coisas! Uma manhã de folga passa tão rápida que nem a espera do dia anterior satisfaz, tamanha "passada de horas" tão eficaz! Já me perdi: não sei se a sociedade também dita o trabalho ou se o trabalho é quem dita nosso tempo! Pena mesmo que a vida não seja apenas uma canção tocada no rádio. Sabe aquele espaço de tempo curto em que nos envolvemos com outros pensamentos, outras lembranças, outros ares? Seriam menos preocupações, menos cálculos, menos planos e menos noites sem dormir. Quem me dera um dia aprender a tornar isso diferente. Quem me dera apenas ouvir uma canção e só! Sair desse "coma" que a sociedade impõe. Dúvidas infinitas.

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Reeditado em 22/04/2015

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