terça-feira, 29 de junho de 2010

Da raiva ou da paz?

     Afinal de contas, o que define melhor quem é você? Um conjunto de fatores? Valores? As falhas? Os acertos? Arrependimentos? A responsabilidade? O descompromisso? Positividade? Negatividade? A raiva ou a paz? Tenho pensado que tudo o que realmente preciso é estar em contato com minha paz. Não que a paz defina melhor quem eu sou. Eu é que me defino melhor quando estou com ela. Sou outra linha, outro raciocínio, outro acesso, outro pensamento. A irritação me assusta por tabela! Me revira ao avesso. Me deixa fechado, sem portas, trancado e sem frestas! Meus alvos é que sofrem as consequências. Minha fúria contida pode ser devastadora. Minhas palavras engolidas, destruidoras. Por isso me afasto. Me busco na paz, no espirito leve. Embora sabendo, que a única maneira de sair de uma situação é a enfrentando e o mais rápido estarei melhor. O problema é que minha gama de humanidade às vezes torna-se passiva demais para uma pessoa reativa como eu. 

      Até que ponto devemos nos acostumar com a vulnerabilidade? Até que ponto aceitar a condição do outro? Até que ponto entender as situações sem nenhuma explosão? Até que ponto vale ter sempre uma visão diferenciada das situações? Até que ponto esconder os gritos? Não berrar as verdades cruas? Aceitar desculpas? Desculpar? Até que ponto ser equilibrado, centrado, maduro? Quando mostrar limites? Minhas limitações? Sair antes, "pegar ar puro", respirar doze vezes e ouvir um som, boa alternativa para não ceder, não perder a razão. Um dia de cada, conselho seguido, o resto é estrada, chão batido e sentido. Antes de perder mais, me perco menos, sou outros ganhos. Pés firmes, sem nenhuma ilusão! Há afinal um ponto certo que define quem somos? Transparência talvez; eis um ponto onde nos revelamos por inteiro! Mas o que me define então seria a confusão? Sem tempo de explicar, informar, tarefa difícil demais. Melhor ir dormir, deitar, deixar o dia para trás. Sem delongas, me prefira na minha paz!

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(Reeditado em 22/04/2015)