domingo, 31 de julho de 2011

Jogue fora de sua mente o lixo que impede você de ver o que é realmente importante: este momento, aqui, agora...

       Nesta semana sofri algum acontecimento espiritual! Algo muito forte fez com que meus atos errados viessem friamente à minha cabeça e eu não consegui me desprender disso. Ficou martelando dia e noite, meus olhos estão cansados, minha expressão. Acredito fielmente no espiritual, na Lei do Retorno, mas rezo para que meus retornos ruins prejudiquem somente a mim, não incluindo ninguém que seja próximo. E então, justo nessa semana que fiquei preso no passado pensando em como isso pode alterar o futuro, assisti ao filme "Poder além da vida" me dando respostas para prestar atenção somente no presente. Além de alguns outros bons ensinamentos. Fiquei durante esses dias, fazendo vários questionamentos internos, várias perguntas, algumas cheias de medo. Estou começando o segundo semestre do ano, quero continuar focado como antes e levando a vida como antes, mas meu espírito está modificado. Eu já estava com o pensamento de retornar diferente do que eu estava sendo. Simplicidade extrema, já era o meu pensamento. Gostei de ouvir outro dia alguém falando que todos deveríamos passar todos os dias pelo processo de "humildificação". Lembrei de querer melhorar ainda mais isso em mim. "A felicidade está na jornada e não no destino" diz um dos diálogos do filme. Mas e o destino, existe mesmo? Ele é abalado pelos atos que comentemos, bons ou ruins? "Às vezes é preciso perder a cabeça antes de pensar com racionalidade". Ficou como um mantra em minha mente, uma espécie de tentativa de alívio pelas coisas erradas que já fiz. Um espécie de explicação, esperando acreditar nisso para aliviar minhas culpas, meus dramas. 

     Minhas questões são fortes: como posso errar tanto quando me considero alguém tão espiritual? Como posso não ter controle de certas situações? Como posso não pensar no depois? O que se pode fazer quando se faz algo que alguém não esperaria que fizesse? Já que você parece ser tão do bem, sempre interessado na evolução mas faz algo que acaba atrapalhando esse caminho? Como se pode falar ainda de confiança, respeito e honestidade quando já fez algo tão contrário à isso? Como já tendo causado mal a alguém pode se intitular uma pessoa espiritual? Tentando amenizar suas culpas por não ter tido nenhuma intenção? Como não sofrer por já ter machucado pessoas que se ama muito? Pedindo para que seus atos errados não tragam consequências quando você já aprendeu algumas lições? Como dizer que conhece a si mesmo quando age sem pensar? Do que somos capazes quando ainda não sabemos? O que fazemos para não machucar mais ninguém com nossos errados atos? Como bloquear nossos pensamentos de autoflagelação? Como controlar seus tantos demônios? Porque, meu Deus, porque erramos quando parecemos tão centrados, tão cheios de luz, como podemos trair princípios? Como ainda se podemos dizer que queremos estar sempre então no caminho da melhor verdade? Como perdoar a si mesmo? 

      Dúvidas infinitas de alguém que de uma estranha maneira está tentando se redimir, povoam minha cabeça. Um certo medo do tal destino, das punições, de ter estragado um caminho, de não ter volta. "Corte a sua mente em tiras, elimine todo arrependimento e medo, todo o resto pertence ao passado e futuro..." Simples assim? Não pra mim. Onde se guarda seus piores pecados então? Sinto que meu espírito está sofrendo alguma espécie de transformação. Ainda que ela esteja provendo de meus remorsos que já estavam tão inutilizados. Acredito sim em meu potencial espiritual, só receio por tudo que ainda vou errar. Só o que peço aos meus amparadores é que as consequências de quaisquer que sejam essas coisas, sejam sofridas apenas por mim. Eu já entendi que sempre há algo acontecendo! Não há momentos comuns. E que realmente nada permanece o mesmo. Eu só não imaginava que comigo, eu mesmo, estaria tristemente enganado...

       Começando uma nova jornada.