segunda-feira, 8 de agosto de 2011

E pra ser feliz aqui, temos que aceitar que nos perdemos

     Percebi que chega uma etapa da vida em que alguns de nós passam por "crises espirituais"! Sim, espirituais e não propriamente existenciais! Quando afinal conhecemos realmente nosso espírito? Digo, em qual momento? Quando estamos numa fase "cheia de graça" ou quando resvalamos poço adentro? Quando estamos intelectualizando as coisas ou quando estamos num raro momento de "não pensamento"? De quanto tempo são nossas vivências? Até quando seguiremos experienciando e quando então alcançaremos nosso dia sublime? E sublime, lá existe? Embora várias perguntas, a questão hoje não trata propriamente das dúvidas mas daquelas certezas que às vezes como que intuitivamente apropriam-se de nossa mente! Certezas? Não sei se com todos acontece assim. Comigo, no momento não estou cabendo mais em meu corpo e durante essa semana tive vários vislumbres de como preciso seguir meu caminho daqui em diante! Estou num momento de tentar perceber quais são as almas luzes que me acompanham de outras existências. Daquelas que tenho absoluta certeza, procuro tentar saber ou entender até que ponto seguirão ainda comigo nessa evolução já que algumas me deixarão logo após nosso resultado alcançado. De quantas eu me desviarei no trajeto. Se prometi algo antes de voltar a este plano, não tenho entendimento racional para perceber/entender. Por conta disso vou usando todos os caminhos: a pista iluminada a frente, as estradas tortas e escuras ao lado. É por conta disso que após reavaliar a intensidade de meus desastres e tentar analisar o quanto disso me prejudica nessa caminhada, que cheguei a pelo menos uma conclusão: sim, me perdoo! Se estou nesse plano, preciso aceitar que por diversas vezes me perderei! Carregamos (quase todos) dentro de nós, luz e escuridão. Ambas são necessárias. Somos esculpidos de imperfeições! 

      Pretendo viver as coisas simples da vida, porque acredito que é disso que somos necessariamente parte. Apesar desse texto de hoje, penso também que ao longo de nossa existência essas tais crises espirituais são necessárias, porém não se pode prender-se à somente essas questões. Se ficarmos "encanados" com os porquês de tudo, deixaremos de viver humanamente! Tenho estado em busca permanente, as tais jornadas para encontrar a si mesmo, são constantes. Embora às vezes elas não pareçam  fases, mas parte intensa de meu cotidiano. Estou profundamente interessado na vida! Me aceitando como indivíduo, despertando. De todas as dores, medicando somente as que são para sanar. De todos os amores, absorvendo somente os incondicionais. Nessa complexidade que é viver, tentando encontrar o equilíbrio, nunca sendo extremista. E me desequilibrando quando encontro resultados no que é insano. De todos esses dias em diante, minha jornada segue no rumo da simplicidade das coisas. Eu sou aquilo que meu coração sente, que meu subconsciente expressa. Na brevidade da vida, eu sou aquilo que permanecerá. Meu corpo sempre será apenas uma caixa que carrega meu espírito. Minha natureza é humana mas minhas ações são espirituais! E a vida aqui, nem sempre é como deveria ser...

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Reeditado em 22/04/2015