quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quanta vida se ganha ao pensar? Quanta vida se perde ao pensar?

      O novo ciclo iniciou com mudanças profundas. Trocas, aquisições, definições de caminho. Mas, estaria eu em um novo processo espiritual interno não concedendo tamanha importância e relevância à grandiosidade de cada coisa? Ou estaria eu em um processo humano, esbofetando a mim mesmo por minhas supostas ingratidões? Como? Como se nos últimos anos tudo o que mais tive foi a certeza dos valores que distribuo em situações diversas de minha jornada? Grato a vida que tenho, que levo! Espiritualmente tenho a total clareza de meus propósitos nesta existência. Sendo apenas humano, questiono minhas ações. Até porque de certa forma tenho tido uma inclinação a "este tipo de vida" que se leva por aqui e que tanto desprezo. Mas tento arduamente não me contaminar com a falsa criatura interior que habita ambiciosamente cada um de nós. Tal criatura que crê que tudo aqui é permanente e que este modo capitalista horrendo gera o status necessário para sua passagem neste plano. Misericórdia! Se sou ambicioso? Olhem para a minha "fuça"! Observem as minhas fugas! Não que eu queira pouco: é que o que pretendo conseguir não é nada palpável, chama-se Universo. E é com meu interior que venho trabalhando esta conquista. Conquistas, eis a questão! Ficamos felizes com a conquista da "casa própria", do carro novo, da roupa da vitrine, da nova proposta de emprego, felizes com a conquista do que será lucro, do que é ou se pode comprar, MATERIAL. Como somos estúpidos! Deveríamos preferir conquistar liberdade, respeito dos outros, conhecimento, serenidade para uma vida longa/curta, a conquista da mente expandida. E para tantos, tanto faz. Só que há uma brevidade em tudo que não é entendido sensivelmente. 

      De tempos em tempos me canso disso. De ter de perceber que minha própria vida co-depende de dinheiro para o suprimento de qualquer necessidade por ter entrado/estar neste sistema. Canso de ter de me preocupar com as "contas do amanhã" resultados dos erros do hoje. E minha mente como já escrevi algumas vezes, simplesmente não para de pensar. Sou um ser aberto às mudanças, ao novo e eu mudo frequentemente porque um de meus propósitos é exatamente este, mas nunca sem antes ter sofrido para definir minhas escolhas. Me cobro tanto quanto me penalizo. Mesmo entendendo que nem sempre percebemos que tais mudanças estão em nosso caminho por algum motivo que só descobriremos no depois. As escolhas na verdade, nos exigem profundos. Optamos por seguir em frente mas precisamos antes maturar esta ideia e internamente sentimos o luto pelo que deixamos para trás. Se algo nasce é porque algo morreu. Tenho "estado" longe, confesso: pensamentos distantes e silenciosos gritam dentro de mim,  ás vezes me agridem, outras me consolam. Da minha parte restou a escolha. Eu sei que nada é para sempre, nem as fases boas, nem as ruins. Tudo passa, passa a vida. Brindo hoje, a impermanência de quem sou!

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