sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Uma questão de posicionamento

     Talvez este seja um dos textos pessoais mais sérios que já escrevi. Meus últimos cinco meses foram internamente devastadores e a lembrança mais vívida desta época é de minha cabeça enconstada no vidro do ônibus retornando para casa em lágrimas após sair do trabalho. Eram quarenta minutos de alívio. Era um momento em que mesmo com muitas pessoas dentro do ônibus, eu estava sozinho: não conhecia ninguém, não precisava atender clientes entusiasmado, não precisava verbalizar coisa alguma. Colocava uma canção chamada "Havoc" da Alanis Morissette no fone de ouvido repetidamente e roubava o sentido daquela letra para mim. Se tratava de uma catarse, pois eu também estava causando novamente estragos e consequências (vide letra). E, eu ainda tinha ajuda de uma boa dose de Beirut, onde então meus pensamentos retornavam à outras existências. Tinha que haver alguma explicação por eu estar passando por este período, tinha de haver "algum link" com algo que eu ainda não conseguia acessar. Estes foram tempos que chegaram junto com o que intitulei de "crise dos vinte e nove anos". Escrever sobre isso ajudava mas era desabafo, não resolução. Dividi com poucos próximos (que me ajudavam na medida do possível), procurei uma terapeuta (que me ajudou na medida do possível), iniciei um curso na Conscienciologia (que abriu uma nova visão) sobretudo a fim de entender melhor o poder das energias e, junto a tudo isso, me ausentei.
   
     Tentei ficar longe das pessoas porque a esta altura da vida já não escondo meus estados emocionais. Não finjo estar. Embora me desdizendo, já estivesse diariamente fingindo até conseguir de fato recomeçar. Ao mesmo tempo, não queria me explicar pra quem quer que fosse. Eu estava passando por um novo processo de mudança interna, mais um entre todos os outros. Análises que todo ser que "pensa demais" acaba por fazer sobre si, sobre a vida, sobre a vida em outra vida. Neste período eu terminei de ler Thoreau, eu iniciei Nietzche, eu assisti o livro de Jack Kerouac em filme e novamente tudo se misturou dentro de mim. Eu ainda me via protagonizando "Na Natureza Selvagem (Into the Wild)" o filme da minha vida, mas agora - em relação a sociedade - eu o faria de uma outra maneira. Eu entendi que minha  função é assistencialista e que eu não poderia deixar alguns seres que caminham junto comigo, para trás. Eu acabei contradizendo pensamentos próprios e por estar desorganizado interiormente, eu me afundei em terras mornas. E me perdi mais uma vez (quantas vezes mais?). E logo após este tempo perturbador, eu acabei voltando o meu olhar sobre mim mesmo e percebi que estava chegando a hora de me encarar de frente e de pensar seriamente em minha condição humana. Pois bem, diante dos fatos, fiz uma lista mental de tudo aquilo que é encômodo/ruim pra mim e de coisas simples que me fazem bem. Separei soluções a curto prazo em alguns tópicos mais importantes que servirão como um "guia norte" para a compreensão de minhas mudanças a partir de então. Resolvi escrever estas considerações e  parte delas se aplica em:

ESPIRITUALIDADE
   
      É por onde devo começar, porque é esta busca que acaba envolvendo todo o resto. O impacto que este período escuro teve sobre meus dias fez com que eu reorganizasse meus pensamentos sobre minha posição como consciência. É impossível deixar de pensar em minha evolução espiritual.
    
      Tenho um profundo interesse por minha jornada interior e tenho tentado compreender ainda mais os propósitos dentro de minha programação existencial. Sim, eu creio absolutamente em outras existências ao ponto de que consigo perceber que hoje "estou como Cléo, mas não sou Cléo": eu venho de antes e estou aqui por algumas razões e ainda retornarei por outras. Para tanto, faço parte de um grupo e uma de minhas buscas é tentar perceber quem deveras faz parte deste grupo. Sem medida de tempo, eu aceito esta condição porque sobretudo, isto também ajuda em minha própria gama de humanidade: quero usufruir desta experiência humana porque entendo que retornarei ao extrafísico assim que chegar a hora de minha dessoma. Mas por enquanto, estou aqui e preciso "viver o aqui, este agora".

      Acredito plenamente em energia e hoje posso dizer que não sigo exatamente uma religião. Acesso o lado Zen do Budismo como uma filosofia e ainda usufruo de alguns processos simbólicos que me servem como muletas. Eu me sinto mais conectado aos amparos quando estou em lugares que propiciam este "descanso" da mente. Eu tenho inclusive meu próprio Canto Zen e nele reflito costumamente sobre as andanças de meu ser. A Conscienciologia, este estudo da consciência também está entrando gradativamente em minha vida. Minha tendência a ler e buscar mais informações sobre  espiritualidade e filosofia aumentaram, mas procuro encontrar/perceber filosofia e espiritualidade nas coisas mais banais do dia a dia. Ainda tenho alguns apegos dos quais com o tempo deixarei de lado, assim como desenvolver meu "não ego" é uma das metas mais difíceis a qual já estou trabalhando. Há hoje razões pelas quais peço mais respeito de outras pessoas em relações a estas minhas crenças. Ou, na verdade, nem chamaria de crença. A fé ao meu modo de pensar, nada mais é do que um pensamento positivo e um pensamento positivo é carregado de energia. Tudo é energia!

      Estou tentando trilhar o caminho da verdade. Mas paradoxalmente é quando eu desvio deste caminho que aprendo mais. Então, minha solução imediata é investir em mim mesmo para o autoconhecimento (ainda mais do que já fiz nos últimos 10 anos). Investigando cada causa e cada situação vivida. Fazendo uma análise profunda. A mudança implica em usar mais meu tempo para tal. Ainda que isto signifique me distanciar um pouco das pessoas. Esta melhoria pessoal, se reverterá em um campo maior de energia e com este campo organizado é que conseguirei dar assitência sem que isto interfira em minha própria centralidade.

PESSOAS: FAMÍLIA, AMOR, AMIGOS
   
     Tenho uma boa conexão com  as pessoas. Sinto isto diretamente em meu convívio. Mas por vezes diversas, me sinto sugado. Sou ciente de algumas condutas que devo ter como filho, irmão, tio, etc. Mas percebi que nos últimos anos, muitas ações beneficiaram mais outras pessoas do que a mim mesmo. Não pode ser assim. Deve haver uma troca mútua. Optei agora, por ser mais individualista, embora tentando encontrar a medida certa. Egoísta acaba sendo uma palavra com sentido mais pesado porque parece apenas carregar interesses próprios, esquecendo-se do outro. No meu caso, implica apenas em dizer que cada situação, será analisada de forma a primeiro me certificar que não prejudicará a mim mesmo. Haverão mais nãos! Muito mais nãos. Parece às vezes, que as pessoas querem uma fatia sua, principalmente quando percebem que você está bem. É ilusório pensar que você vai contar para as pessoas que sua vida está dando certo em determinado momento e que estas pessoas vão apenas dizer "que bom". Elas também vão querer algo, uma ajuda, uma aproximação, inclusive a sua energia. Normalmente os problemas familiares são terceirizados à mim. Obviamente por culpa minha, já que eu mesmo talhei em mim "a forma humana de baleanceador ponderado" entre eles (justo eu, cheio de defeitos múltiplos).  E há uma necessidade de transferência de responsabilidades. E esta necessidade alheia me dilacera. Amo a  minha família e compreendo o meu papel. Mas sinto que tenho protagonizado mais cenas do que está em meu contrato. E percebo que é fácil passar adiante "o bastão". Só que agora, também entendo que não é de minha obrigação segurar.
    
      Continuo com as minhas responsabilidades: tudo aquilo que é meu, que é de minha parte será feito. O resto não cabe à mim. Neste processo analítico, observei ainda que quando há um problema base geral, sou sempre solicitado. Mas que em meses afastado, não recebi de volta qualquer desejo verdadeiro e profundo de uma suposta ajuda. Algumas ligações recebi após diretamente comentar algum fato sobre esta ausência alheia."Tu sumiu, mas deve estar bem, certo!?" e/ou "Tu sabe como nos ajudar mas nós não sabemos como ajudar devolta!". Uma das hipóteses pode ter a ver com meu próprio ego, eu sei. Afinal, sendo o irmão mais novo e tendo me envolvido diretamente em várias questões familiares, inclusive tendo minhas  opiniões respeitadas e validadas pela maioria,  acabei por viciá-los "e tomei as rédeas" de coisas que nem sempre me couberam.
    
      Também sinto dores, me sinto triste, deprimido, desistente (como todos). Sou humano e me cabem todas estas emoções que vêm escritas no manual. E muitos destes sentimentos preciso tratá-los costumamente sozinho, então não é de minha obrigação apenas ouvir as dores dos outros, certo? Tenho talvez uma habilidade teórica mais avançada, mas vejam bem, eu também me perco na prática. Sempre soa melhor no papel ou numa verbalização, mas...Não abondanarei ninguém, não é este exatamente o ponto. Apenas não me abandonarei para cuidar do outro. Porque sinto que  posso usufruir de uma maneira mais saudável de minhas ajudas. Porém, estarei sim, mais distante. Em meus pensamentos, sempre emando as melhores energias à todos e que todos consigam refletir exatamente sobre qual é seu caminho. Energia emanada com amor. Mentalizando entendimentos e luz. Em relação a minha mãe, após a dessoma de meu pai, tento (tento) estar o mais presente possível (não fisicamente) e sei que o cordão que nos liga, o meu umbilical, será cortado apenas após sua também dessoma. Mas o que hoje, após sua idade, posso oferecer de mais precioso é meu cuidado junto com palavras que possam ajudar em seu discernimento sobre vida/morte/função/existência. Usando minha admiração e minha discordância. Sempre grato à mãe que conseguiu ser para meu ser, tentando compreender as razões que talvez não tenha conseguido o mesmo feito com os outros. Profundamente sinto que minha ligação terrena com muitos assuntos/situações, se extinguirá após sua partida. E tenho certo receio junto com uma intuição positiva que as mudanças em minha consciência será extrema. E que talvez, não me torne outra consciência, mas a que vim para ser.

      Há ainda um lado muito forte sobre minha personalidade intrafísica. Sou alguém que preciso de "minha solidão". Eu tenho necessidades espirituais e emocionais de ficar sozinho. De ter os meus momentos sós. De estar comigo mesmo e refletir comigo mesmo. De ficar em silêncio. De me perceber em meu próprio campo energético sem a presença de outros. Eu tenho "essa coisa" de auto análise. Eu preciso usufruir da solidão por opção já que ela é momentânea e me traz benefícios mentais importantes. Sei que este desejo é difícil de entender, principalmente quando você tem namorada/esposa/parceira, pois, geralmente o amor implica em estar o tempo todo com a pessoa escolhida. No entanto, a liberdade ao outro é uma forma grandiosa de se dedicar amor. Obviamente penso assim porque me convém. Mas como busco entender o que é melhor para meu próprio ser, me percebo sedento pelo meu espaço quando fico um tempo além do programado rodeado de muitas pessoas por exemplo (e muitas pessoas no meu caso, já significa  três ou quatro). Nesta minha nova postura, meu espaço solitário por prazer, terá valor ainda maior. Eu preciso de pessoas, que fique bem claro, mas eu também preciso do contato somente comigo mesmo. Muitas são as noites em que levanto da cama para aproveitar momentos solitários (ainda que algumas sejam alimentadas pela insônia). Vivo cercado de gente: no trabalho, na faculdade, nas ruas e quando chego em casa é ótimo ter o amor da minha vida me esperando, mas meus momentos sós não podem ficar restritos a hora do banho.

      Repito: sei que é difícil compreender, mas ficar sozinho me faz tão bem quanto ter as companhias que tanto amo por perto. Isso nem é uma explicação, mas uma forma de falar sobre um assunto que tem extrema importância. O paradóxo de tudo isso é, inclusive a relação de conexão que tenho com minha namorada (meu amor, minha dupla evolutiva) e meus amigos. Preciso deles, preciso conversar, estar por perto, amá-los, me sentir amado, trocar experiência para aprendermos uns com os outros. Apenas quero poder ter mais liberdade em poder usufruir de suas ótimas companhias, mas dispensá-las vez por outra. Sem causar qualquer situação encômoda, sem que todos suponham que não os amo tanto quanto me amam. Estou num processo de encarar meus olhos no espelho e quando os encaro, percebo que muitas das coisas, deixo de fazer para não magoar outras pessoas e nesta complexidade que é a relação humana tento exercitar manobras que por vezes não tenho habilidade. Sou profundamente grato por cada uma destas consciências presentes em minha jornada, mas entendo que a jornada evolutiva é individual. Estamos juntos e conectados, por uma razão maior e também por diferentes razões, quem sabe por muitas iguais, mas nossos resultados são individuais, ainda que para a evolução de todo o grupo.

TRABALHO E ESTUDOS

      Da minha relação com o trabalho surge minha nova visão sobre o dinheiro. Eu estava sendo extremista demais em relação ao meu pensamento de que o dinheiro não era assim tão necessário. Até o momento em que percebi que sua falta, prejudicava inclusive alguns pequenos prazeres. Isso não quer dizer, que no entanto mudei a visão sobre o que o dinheiro/status significa para a sociedade, até porque a tal sociedade do "ter de, adquirir" continua sendo "meu calo do pé". Tenho tentando apenas, não me culpar tanto quanto antes, por admitir que logo eu, que tenho esta visão enojada desta sociedade consumista e superficial, também me deprimo vez por outra pelos resultados das escolhas erradas que me deorganizam financeiramente. Principalmente pela minha conduta ao desapego. Acabo por sofrer por isso!  Mas pensar no trabalho e nos ganhos com ele, também como uma função espiritual importante em nossa vida, tem me ajudado: é nosso maior laboratório. E de minha parte o convívio diário com algumas pessoas, por vezes acaba por me desviar de meu foco. Sinto que preciso trabalhar este meu traço de personalidade. Esta minha tendência a julgar/ não admitir que o outro seja tão corrompido pela má índole/falsidade, jogando sua frustração junto com sua energia desorganizada e perturbada em um grupo no qual você passa horas do seu dia, está sendo trabalhada embora com muita dificuldade. Eu ainda sinto repulsa e tento me bloquear energeticamente, mas adimito, nem sempre sou tão forte e nem sempre consigo ponderar e usar de minha centralidade para administrar o negativo.

      Na verdade, estou tentando me ajustar a algumas situações, me posicionar em outras e deixar minha responsabilidade e índole profissional ser o foco principal para a empresa onde eu estiver inserido. Este é meu papel em um trabalho. E sem falsa modéstia, entendo exatamente o lugar onde  me encaixo como profissional, isso porque sempre tive autoincentivo em buscar o conhecimento! Estou trabalhando ainda, minha autocobrança exagerada, que por vezes me destrói chegando ao ponto que já a considero negativa demais. Incrível pensar que na verdade o que mais fazemos na vida é trabalhar, se tratando de ação. Absolutamente nossos empregos nos tomam tempos preciosos, e sim, também nos proporcionam tempos preciosos. Mas tenho repetididamente me alertado que há vida fora do trabalho. Sim, há mais vida! Eu não sou o trabalho, eu estou a trabalho até cumprir minhas aterefadas horas. Logo, consigo ser eu mesmo devolta! 
     
     Sobretudo, uma grande mudança de posicionamento que ocorreu é que agora pus minha saúde em primeiro lugar. Primeiro meu bem estar, já que desta forma conseguirei ser mais produtivo. E após alguns acontecimentos, estou aceitando cada vez mais que como funcionário/empregado (na área em que atuo) sou um número e minha apatia por deslumbramentos financeiros ilusórios acaba por me afastar do foco principal de qualquer estabelecimento que é o lucro, o lucro e o lucro. Mas estou consciente das consequências por conta disto, ou seja, ser dispensado! A relação que tenho com o "verbo  vender" me distancia de quem eu sou. Por tanto, tem surgido desejo de novas experiências, com as quais esta minha posição seja modificada. Minha função com o estudo também se modificou. Eu escolhi ser mais culto. Então nos últimos anos acabei por consumir alguns tipo de conhecimentos, em algumas áreas distintas. Mas como o foco do momento é meu curso de "Design de Interiores", pretendo continuar neste caminho embora sem pressões. As informações às vezes me deixam atordoado, já que agora elas chegam por todas as partes. E somos seres curiosos em aprender sobre "um tudo". Para tanto, não quero me prender apenas em um assunto. É de minha responsabilidade a expansão de minha mente. E assim seguirei minhas buscas...

DAS COISAS LEVES E SIMPLÓRIAS: USUFRUIR DO QUE É TERRENO
    
      Se venho para um experiência humana, preciso também me permitir sentir o prazer nas coisas mais corriqueiras. Passo tempo demais divagando, com meus devaneios, fico preso em minhas próprias regras e acabo fazendo muitas análises sobre todas coisas que expus acima entre várias outras nem citadas. Logo, preciso de diversão!
    
       O que me faz bem então? Coisas simples: chegar em casa após um dia cansativo, escolher um disco em meio a todos que tenho, abrir a caixinha cuidadosamente e ouvir minhas canções preferidas , me faz um bem enorme. Música ouvida, assistida ou lida me faz bem! Assistir filmes com histórias interessantes... Arte me faz bem!  Rabiscar parágrafos em meus livros me faz bem. Cultura me faz bem! E são detalhes pequenos, que parecem banais. Alguns podem chamar de fuga, mas algumas fugas são necessárias.
  
     Além disso, sou muito interessado naquilo que é humano mas nem por isso esqueço de meu papel como consciência espiritual, entendendendo que a parte humana é apenas uma passagem. Só que me percebo observador das pessoas, dos encontros, dos abraços, das emoções, dos sentimentos expostos, do contato, do amor entregue, uma pulsação. Isso é lindo demais! Uma experiência passageira e linda demais! Por isso nem vou citar, este tipo de situação que acontece comigo, nestas minhas alegrias, nestes pequenos prazeres como a felicidade no beijo com amor do meu amor, ou os abraços e risadas largas dos meus amigos, e até na saudade boa de minha família. Estas são coisas óbvias. 
     
     Após este meu período escuro, como mencionei lá no início do texto, tantas coisas se passaram pelo filtro de minha mente. Mas não exatamente sobre como responder aquela pergunta básica: o que fazer para minha vida ficar melhor então?! E sim, sobre como mudar meu próprio posicionamento em relação as pessoas, as situações, ao meu cotidiano, poderia me deixar melhor. Sou a própria dualidade! Aliás, deveria ser meu nome. Estou como humano. E é como humano que quero fazer muito uma das coisas que mais me deixa bem: viajar e viajar e viajar! Como humano, este é um dos maiores propósitos que carrego agora. Quero poder usufruir nesta existência do olhar aberto ao novo, da investigação de como vivem estes tantos outros humanos, em suas outras cidades, em seus outros países, em suas outras matas, em sua outra cultura, em seus outros refúgios. Eu quero ter esta troca, esta expansão. Eu quero conhecer e ser conhecido. Pegar com as mãos. Sentir com os pés. Sem me estender mais do que o já estendido, acabo aqui. Embora, quase nada eu tenha escrito. E se eu não me encontrar mais com algumas pessoas por estes tempos, que tenhamos outros encontros, em outros tempos, que sejam bons, em outras viagens ou em uma outra viagem..Humana ou não!




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