terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quase Trinta: Capítulo 1 - HONESTIDADE

     Meus trinta anos estão chegando (faltam pouco mais de seis meses) e certamente antes deles chegarem de fato, muitos textos divagarão sobre este assunto, ao menos pra mim significativo demais. Uma das coisas que estive refletindo por exemplo e da qual sinto orgulho (no bom sentido), em quem me tornei até aqui,  é da honestidade com que lido comigo mesmo. Principalmente porque isso acaba se exteriorizando no tratamento às outras pessoas. Não vejo melhor maneira de entendimento pessoal do que buscar se conhecer e, se conhecendo, agir com sua verdade interior. Isso é parte fundamental do processo evolutivo. Cheguei a um estágio onde não consigo mais camuflar o que eu sinto - como me sinto. Sou tão honesto com meus sentimentos que não seguí-los se torna uma espécie de afronta aos meus próprios princípios. Assim é com tudo e acabo por me expressar de forma muito sincera. Tal sinceridade, nem sempre está a meu favor já que interajo com pessoas. Mas estou cada vez mais compreendendo o quanto nossos diálogos (e não diálogos), nossa união (e desunião), nossa harmonia (e nossos atritos), nossa interação entre seres como num todo, nos serve como um laboratório evolutivo gigantesco. E eu tenho minhas regras de convivência humana onde principalmente meu senso de justiça grita mais alto. Minha tolerância tem um limite exato quando observo certas ações no meu dia a dia.

     Obviamente, expresso a minha opinião apenas quando necessário, embora geralmente pessoas prepotentes, que abusam de seus poderes, tratam outras pessoas com desrespeito ou estupidez, que pensam estar sempre com a "razão", que avaliam apenas o seu modo de pensar como correto,  e pior, tentam impor seus pensamentos como verdades absolutas (sendo que elas não existem), acabam me irritando um tanto quanto demais. É onde esta minha honestidade também estoura em sentimentos ruins. Não admitir que sinto raiva, que tenho ressentimentos, que sou intolerante com algumas situações, seria mentir para mim mesmo. Além do mais, minha fisionomia instantaneamente reflete a minha transparência, ficando externamente exposta a emoção interior. É que foge de quem eu sou fingir outra maneira de ser. Funciona do mesmo modo, com minha alegria e minha tristeza: eu já não vejo mais qualquer razão em disfarçar sentir qualquer uma delas. E até admito que tenho um pé na poesia da melancolia. Não escondo o meu riso, não enforco o meu choro. Tanto minhas insatisfações e preocupações quanto as minhas vibrações positivas e melhores energias se apresentarão tal como me sinto. Sou eu próprio que exponho meus defeitos múltiplos. Mas também exalto minhas qualidades, as quais tanto usufruo.

      Sabe "gente que não se enxerga!"? Definitivamente não combina comigo. Me enxergo muito bem, me observo em demasia, tento me conhecer o máximo que posso e sou autocritico ao extremo. E honestamente, sinto que preciso diminuir um pouco a minha criticidade em relação ao que observo nos outros. E estou pronto para usar mais o meu senso de humor ainda que de forma menos sarcástica. No fundo, não tenho medo do que eu sinto e é isso que me conforta e concede espaço à aceitação. Me aceito assim e estou sempre aberto às mudanças para melhorar como ser.  E apesar de, neste momento específico, a vida não estar sendo o que eu esperava dela, as coisas terem mudado um pouco de lugar e  eu não estar usando toda a minha potencialidade inclusive para reverter as situações, sou sempre plenamente grato a tudo o que eu tenho e a todas as pequenas e boas coisas que acontecem ao meu redor. Principalmente ao amor, amizade e boas energias que recebo constantemente. É onde nossa experiência humana ganha importância ainda maior.

     Minha honestidade e sinceridade, surge até neste momento nada modesto, já que jamais gostaria de ter sido outra pessoa, se não quem sou. Fica para a próxima!

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