segunda-feira, 13 de agosto de 2012

O retorno ao Templo Budista: O eu inferior, a coragem libertadora de olhar para dentro de sí e a sinceridade transparente do sentir


        Na última vez em que estive no Templo Khadro Ling de Três Coroas em 2010, lembro de ter escrito que não havia encontrado tanta paz por lá quanto eu imaginava que encontraria, porque eu estava em um momento em que já me sentia repleto de paz! Me sentia ótimo no amor, com meus amigos, no trabalho, amparando minha família que passava por um momento de doença e doando luz. Retornei agora, numa fase interna incômoda e desiludida, novamente devido as minhas próprias escolhas. E desta vez, fui para buscar a paz! Durante este processo de procurar entender o problema-base de toda esta devastação, achei curioso o fato de que algumas pessoas comentaram sobre uma grande crise quando estamos passando dos vinte e nove aos trinta anos, meu caso. Crises! Tive algumas crises bem pesadas desde que comecei a me interessar por minha evolução espiritual. Obviamente, todas me trouxeram força e potência energética depois. Isso porque acredito, tudo tenha ligação, principalmente dentro de nossas convivências e relações humanas. Posso dizer que hoje, nesta Segunda-Feira pós Domingo no Templo, me sinto um pouco melhor, o que em meu estado é um grande avanço. Somente pela energia que acredito ter/sentir naquele lugar, bons fluidos foram absorvidos por mim, sempre na companhia da minha parceira/dupla espiritual. Este tem sido um tempo de olhar para dentro e observar o que não é assim, tão bom. Hipocritamente, tenho há alguns anos explorado minhas buscas apenas na teoria. Será que realmente aplico tudo que leio, que vejo e aprendo? Tudo soa bem no papel. A mudança está além de nossas palavras. Palavras de nada adiantam sem ação. Quando estamos nestas fases escuras, percebemos o quanto temos que nos redimir. Certas situações, nos levam a esta redenção. Talvez, eu não seja tão diferente quanto eu pensava de algumas pessoas cujas ações eu sempre questionei. Tenho vivido um tempo de perdão a mim mesmo como remédio, como alguma cura. Tempo de olhar no espelho e tentar arrancar compaixão de algum espaço interno e escondido de dentro de mim e por mim mesmo. Tempo de analisar de verdade os conceitos enganosos de felicidade nesta vida. Tentar perceber quais destes conceitos eu estou seguindo e porquê. Tempo de pedir alegria emprestada a alguém. Tempo de inseguranças. Este está sendo um tempo em que deixei meu orgulho de lado e pedi ajuda: amor, terapia, amigos, conscienciologia...

          Nunca me senti tão fraco ao ponto de pedir atenção. Sendo que neste caso, cortei meu ego em pedaços e joguei fora. Nesta última temporada, não me senti tão feliz e embora eu não acredite na felicidade plena, me faltou inclusive espaços curtos para risos.  A volta ao Templo Budista, àquela montanha, àquela energia, aos pensamentos sagrados, desta vez me despertou! Sempre é uma boa hora para rever nossas questões internas. Olhar para dentro de si e perceber o que nos agrada e o que não. Desviar o caminho se for necessário, mas não sair fora dos trilhos, perceber a diferença. Nossos conflitos internos servem como combustível para nos levar a clareza depois. E tudo o que mais tenho desejado é Luz! Me confundo com meus próprios passos, eu sei. Mas isso acontece pelo fato de que acabo transitando em dois mundos ao mesmo tempo: o extrafísico e o terreno. E como chegar a um ponto de equilíbrio? Talvez um passo importante seria aceitar nossa condição. Não podemos esquecer de quem somos. Não podemos deixar de procurar entender o porque somos. Sobretudo, não podemos esquecer que em nossa jornada espiritual, viemos para uma experiência humana. E que esta experiência, apesar de todas as pessoas que vamos encontrando por nosso caminho e que são importantes para nossa evolução, é de fato uma jornada solitária de aprendizado. O que mais acredito no momento é que ainda tenho um bom tempo terreno para cumprir as minhas tarefas. E só o que peço é que até lá, eu seja sempre acompanhado pelos bons seres de amparo e atraído pelo caminho da melhor verdade. Sigo só, nunca sozinho! Enviando pensamentos de amor e luz...