quinta-feira, 18 de abril de 2013

Quase trinta: Capítulo IV - Humor e Melancolia

     Eu não teria como escapar de um traço visível de minha personalidade: meu humor! Todos: o bom, o mau, o sarcástico, o engraçado. Humores que carrego comigo impregnados às minhas falas como partes inseparáveis de quem sou. Há espaço para o riso frouxo, há espaço para o meio riso, espaço e meio para a "rabugice". Mas faço "graça" na maior parte do tempo, eu sei, com certa vocação para tanto. Aliás, porque gosto de pessoas divertidas e vejo o humor como um sinal de inteligência (li numa frase uma vez, nunca esqueci).
     Em contra ponto, assumo ter um pé na melancolia, quem sabe os dois (e o corpo inteiro). Os dias cinzas, o inverno, os pensamentos distantes, a paisagem em mudança, as canções tristes, a presença sutil de uma reflexão permanente que se tornou companhia, fazem também parte de quem costumo ser, do que costumo sentir. Mergulhado no silêncio e nos sons, viajo. Ultimamente, "pego o trem" como em alguma antiga existência ouvindo "Beirut". Sentado  em meu banco, tomando meu café,, olhos avançando a janela, descansando no horizonte, nas cidades onde passo. Sorriso doce, sem fala. Melancolia, não solidão. 
     Quase trinta! Sem descartar qualquer uma destas partes, aos meus extremos, brindo hoje!

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