quinta-feira, 28 de março de 2013

Do que se é capaz

     Em retrospecto, me vejo hoje, com um abismo de diferença entre quem eu era e quem sou.  Passos largos voltando cinco anos atrás. Mas o que ainda sou capaz de fazer que já não deveria mais?
Em outros tempos, minha natureza responsável, preocupada, pacífica, contruída de amor, divinamente deixou que meus demônios controlassem a situação descontrolada e eu falhei. Sou hoje constituído de tal falha, que não me deixa, que está vivendo em mim.
     Eu diria que, sei lidar bem melhor com as mágoas  que o outro me causa, não sabendo como amenizar aquelas que eu próprio causo. Carrego em mim certa estupidez. E não há nada a fazer com aquilo que o outro não consegue esquecer e te aponta, que sabe que está intrínseco a ti. Incrivelmente este tipo de dor, dói mais. Como então, ainda ver o reflexo no espelho da mesma forma? Quem realmente se é?
    Não confiável, desprezível, imaturo, irresponsável, egoísta...
    Sou então capaz de ser quem jamais se pensou que eu fosse.