domingo, 2 de fevereiro de 2014

Status Libertatis (II)

     Ando interessado pela possibilidade de explorar mais da vida. Trago comigo uma vontade romantizada e constante de liberdade e solitude ao mesmo tempo em que sinto paixão em conhecer as pessoas, suas idiossincrasias e o quão tais individualidades podem influenciar os meus pensamentos e ações como o observador que sou. Sinto desejo de ver a alquimia mística de seus rostos e suas distintas formas de encarar esta vida. Sinto proximidade com meu espírito quanto estou perto de outros espíritos viajantes e inquietos tal quão emergisse de meu interior uma explosão de cores e luzes cheirando a flores.
     Não escrevo este texto sob o efeito de erva! Não hoje. Estou disposto a me permitir mergulhar mais neste processo de conectividade com diferentes energias: a substância necessária. Tenho anseio de uma vida simples porém com todas as experimentações necessárias para a abertura de minhas visões, sejam elas vistas como alucinações transitórias ou não. A doença paira na normalidade.
     Ando interessado naquilo que me transporta para diferentes lugares, inclusive dentro de mim. Sejam desejos ou medos. Não se permitir nesta viagem é destruir a possibilidade de evolução e cair em alienação. A troca de material não palpável com pessoas será parte fundamental desta nova etapa externa. Eu quero adentrar à um mundo no qual apenas aprecio teoricamente. A ideia  é  interagir mais com pessoas, sejam mais jovens ou mais sábias, interessar-se por suas experiências e dividir as minhas, para manter a mente como se fossem olhos sempre abertos.
    Eu tenho curiosidade sobre os caminhos que me levarão até onde devo ir. Pedindo carona...