domingo, 29 de março de 2015

Emocional

     Seguramente no alto de meus trinta e poucos anos, assumo uma característica impar de minha personalidade: sou um ser profundamente emocional! Carrego uma certa facilidade de reagir aos sentimentos e de me envolver profundamente com eles. Devo isso talvez à paixão. Assumo também este lado: tenho "experienciado" cada situação com tamanha paixão que, acabo por me entregar de forma muito intensa. Aliás, "intensidade" também soa familiar. Há algum tempo atrás me apaixonei por viver. Esta paixão pela vida foi um divisor de águas em minha jornada. Antes de certa forma, em períodos de isolamentos internos como este, tristes, eu acabava por me fechar tão completamente a outras possibilidades emocionais que esquecia de  olhar ao redor. Hoje, também em períodos de isolamentos internos, tristes, me vejo cada vez mais ansioso para despertar deles, para que minha alegria e paixão volte a emergir. Sinto culpa por sentir tristeza: desperdiço vida! Os períodos de isolamento internos, estes, existirão até o final de minha existência porque fazem parte de um processo interior de evolução, mas o meu trabalho espiritual é tentar torná-los ao menos, mais curtos.
     
     Quando me encaro desta forma, sendo emocional, reativo, introspectivo, ou seja, quando não fujo deste traço, deixo o caminho um pouco mais fácil. Entrelaço as minhas relações todas, envoltas em amor e desapego, o que simplesmente às vezes faz com que eu me perca. Amo profundamente e tento me desapegar desse amor para que as idas sejam mais fáceis de suportar. Mas cá entre nós: nem sempre funciona. Então tento reorganizar os sentimentos, os profundos sentimentos. Vou fazendo um "passo a passo" mental, sentimento por sentimento, lembrança por lembrança, entrega por entrega... e assim, diariamente recomeço. Quando a intensidade das ações diminuem, quando há algo que falta ou muda, perco energia e sinto... pensamentos em solitude, distantes. Assim me encontro agora. Por ser esta pessoa emocional, aquilo que me falta ou se modifica, me deixa assim, sem riso. Se eu pudesse voltar atrás, desta vez, excluiria as minhas "falas", deixaria sem volume a minha voz. A energia das coisas não teria mudado assim... tanto. 

   Passo um, passo um: esquecer.
   Passo dois, passo dois: voltar a fazer sentido.
   Até conseguir... até conseguir.

    

domingo, 22 de março de 2015

Desejos e realidade

       Sou conhecedor de que são os desejos os principais responsáveis por nosso estado emocional. Sei que desta forma então, são os meus desejos internos mais uma vez que me deixam aqui, submerso nesse estado.  Desejos de todos os tipos: afetivos,  materiais,  sexuais... Alguns destes me violentam como ser espiritual,  outros me nutrem como ser humano.  Meu espírito/minha consciência, meu corpo/minha mente.  Todos se enfrentam numa batalha árdua entre as minhas inquietações. Minha cabeça pensa sem pausa em sentimentos, o lado profissional do cérebro analisa saídas e caminhos que preciso alinhar para continuar na estabilidade financeira terrena e meus hormônios pulsam eletricamente invadindo toda a minha pele a fim de serem expelidos a todo custo. Desejos e mais desejos, repito: de todos os tipos. O problema dos desejos não é exatamente a vontade que emerge de tal maneira a sair porta afora como se fosse no final das contas o mais importante de tudo em momentos específicos de nossa existência. O problema dos desejos é que eles deturpam a realidade e os desejos que deturpam a nossa realidade são aqueles que nos mantém desconectados com a nossa verdadeira alegria interior, eles acabam por nos deixarem tristes, passivos, não reativos. Percebemos isso quando aquilo/quem/o que desejamos está fora do nosso alcance, ou seja não nos é permitido. E mais uma vez a nossa ideia de felicidade escorre entre os dedos apenas pelo fato de não aceitarmos a nossa real condição naquele momento particular. Perseguimos por uma vida toda ou metade dela pelo menos, uma espécie de portal imaginário que nos teletransportará para a felicidade plena e esquecemos que a "tal felicidade completa", existindo, se tornará real a partir do momento em que conseguirmos parar de "desejar" e aceitarmos e nos contentarmos com tudo aquilo que já temos em mãos. Nada é nosso, ninguém é nosso, tudo aqui é emprestado e teremos de devolver ao fim de tudo.

       O alívio vem na medida em que compreendo que todo estado é passageiro e que inclusive os desejos findam.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Sobre "movimentos"

Hoje resolvi não escrever, preferi deixar um registro em vídeo. Sentimentos ocultos nas entrelinhas do que falo e tudo o que falo conectado com a minha verdade interior.

Minhas divagações:
https://www.youtube.com/watch?v=kKmaK7dqPR8

"Deixe-me ir, preciso andar, vou por aí a procurar, sorrir pra não chorar. Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar depois que eu me encontrar..."
 ---->  https://www.youtube.com/watch?v=fUjOfsoBhMY