domingo, 12 de abril de 2015

Não igual a mim

      Entrei em um estágio mental onde mais uma vez criei ilusões e me abasteci energeticamente delas. Neste meu "mundo paralelo" criado - longe da realidade que eu desejava - fui sentindo doses diárias de felicidade e fui esquecendo de sair do imaginário. Fundamentalmente, desejei novamente aquilo que não me era permitido, mas ao negar tais desejos, era como se eu fosse jogado novamente ali, naquele lugar do qual eu nunca sai, então continuava... Me rendo ao fato de que a minha falta de coragem por vezes me fecha em outro quarto e que a minha vulnerabilidade emocional está comprovadamente ligada aos sentimentos que não consigo deixar. Procurei em outros uma semelhança maior a qual me fizesse sentir confortável com meus desejos e agora preciso aceitar o fato de que na verdade não há. Sou só. Aceitar a condição do outro é se libertar. Hoje não será necessário mais do que este parágrafo rasgado para ilustrar a minha história. Quem sabe um dia eu deixe as entrelinhas de lado. Quem sabe um dia...