domingo, 4 de outubro de 2015

Estrada

     A minha estrada é a do Folk, da espiritualidade, é a estrada do devaneio, das experimentações. É a estrada da liberdade. A estrada que sigo é a estrada da solitude, caminho que poucos gostam de percorrer: muitos temem quem de fato reconhecerão em si mesmos ao estarem assim, tão a sós com o seu próprio "eu". Na minha estrada, personagens como Dean Moriarty e Sal Paradise são como velhos bons amigos, Kerouac me inspira, Alexander Supertramp me inspira. Sebastião Salgado e Amyr Klink me inspiram. Donavan Frankenreiter me inspira.  Vidas livres e iluminadas me inspiram. O fundo do poço e a escalada de volta até montanha me inspiram. Natureza, natureza, natureza me inspira. E gente, gente me inspira. Gente que não é comum, gente que não segue os moldes me inspira, gente que está passos a frente de si mesmo, gente que é feita de luz e escuridão, gente que está consciente das dualidades da vida me inspira, gente que celebra o amor, a amizade e a paz de espírito, gente que pertence a lugar nenhum porque precisa sentir todos, me inspira, gente que observa e  entende gente, gente que sente o sexo com um outro tipo de excitação e entende a estrada como um portal de energia para “experienciar” esta linda e profunda jornada. Gente assim é que me inspira: gente com bagagem, com estrada.  Aliás, a estrada e os encontros que teremos durante a nossa caminhada sempre serão um mar aberto de inspirações. É neste ponto que a vida transborda todo o seu sentido.