quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Ativismo inconsciente e lúcido

     Anteriormente eu falava sobre os movimentos emocionais, psicológicos, espirituais que retornaram com força total em minha jornada, fazendo com que as teorias fossem deixadas de lado para que as ações tomassem as rédeas. Benditos sejam os movimentos! Este entendimento nos permite avançar. Durante os últimos dias passei por uma linda experiência coletiva, o que acendeu em mim uma chama ativista. Todos temos a potencialidade ao ativismo, utilizando esta palavra não apenas dentro do contexto dela, mas fluindo um pouco para outros significados, ativismo em prol de algo ou ativismo motivador: quando leio um livro que me inspira, quando ouço canções que me modificam, eu sinto que estes autores são ativistas, ainda que não saibam. Eles chegam em lugares dentro de nós que fazem acender uma luz, uma dúvida, uma força...

       Não se pode querer que as pessoas estejam abertas à sua luta, precisamos compreender. A sua luta é dada à você para que você consiga levar adiante com um grupo de pessoas que acredite na mesma causa. As outras pessoas estão formando outros grupos por causas em que acreditam. Há pessoas na batalha para ajudar crianças deficientes, outras ajudando os animais de rua, grupos atendendo mulheres violentadas, outras pessoas ainda fazendo verdadeiras doações de tempo viajando para outras localidades para voluntariados. Geralmente, temos o senso de ajudar à causas que são próximas ao que vivenciamos. Quando meu pai estava em tratamento contra um câncer, por exemplo, eu vivia cada uma das histórias daquelas pessoas neste complicado tratamento e sentia ânsia de ajudar. Toda luta e causa tem a sua importância, nem maior nem menor. Elas são necessárias para cada experiência individual, até se tornar coletiva. E este é o encanto.

       Eu estou engajado no movimento em prol de um bem maior que é pensar na NATUREZA como algo que nos foi emprestado e que precisamos deixar por aqui de uma forma que as outras gerações possam também usufruir. Eu estou enxergando de forma clara alguns fios condutores que me trouxeram até este momento da vida: o questionamento em relação à minha profissão que é tentar tornar o interior da casa das pessoas apto para ser melhor utilizado, a minha conexão com a natureza sempre a utilizando como o maior Templo a que tenho acesso... Mas, o que realmente eu posso fazer a mais em relação à isso para que me tire deste campo onde me parece tudo tão raso? O que posso fazer para modificar a parte em que considero vazia em minha profissão? Como posso agregar um significado maior á tudo isso? 

     Há um movimento sagrado chegando em meu caminho e eu quero ser digno de receber e levar adiante esta luta. Meus propósitos ganharam um sentido maior, e em minha jornada atual a minha meta é descartar tudo aquilo que não preenche os espaços: preenchendo tudo o que é vazio. Clareza, mais outra vez, muito obrigado! Eu estou saindo das lutas internas para o coletivo das lutas que podem mudar situações. E você, pelo o que está lutando?